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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

I´M BACK!!!!!!!!

Caramba!!! Estou feliz hoje..., melhor, esta semana.
Estou voltando á ser a Drix de anos atrás: otimista, risonha e mais que tudo: ESPORTISTA.
Eu passei anos sem animo de andar, correr, fazer qualquer coisa para MIM. Tudo girava em torno da Jubs, afinal ela 'só tem á mim' (era o meu mantra).
Não que hoje em dia a situação tenha mudado, ela ainda só pode contar comigo visto o bonitão manter a postura de ligar para ela uma ou duas vezes por mês.
Mas eu tinha 'me perdido'... Não sabia mais quem eu era, a sensação era que precisava me 'reinventar' ou me 'reencontrar'... mas cadê o animo para isto?? Não existia. Eu vegetava, vivia em função do que tinha que fazer para Jubs, apertava o 'piloto automático' e lá ia eu.
Nossa, estou usando o 'pretérito' para me identificar. Não chega á tanto assim, óbvio. Não acordei e havia mudado mas me sinto tão... diferente....
Voltei á correr e nem lembrava do bem que isto me fazia sentir. Que delícia voltar dolorida e suada... risos... sério! É bom SIM!!!!! E a cabeça voa neste tempo que você está correndo, você 'desopila o fígado'.
Ontem eu li algo que traduziu como tenho me sentindo. Venho 'crescendo', me desapegando do que o bonitão possa vir á achar ou fazer quanto á mim. Estou voltando á me bastar, o que eu penso e sinto é o que me faz feliz. Não sou uma treslocada para fazer bobagens, nunca fui então não será agora que passarei á ser, óbvio!
Então... o que o BONITÃO achar, falar, escrever, mover de processo... primeiro: problema dele o que ele acha; segundo: quanto á justiça ele terá que provar o que diz de mim; terceiro: EU ME BASTO.
Sou inteira SOZINHA e por isto sou o apoio da Jubs. Ela sabe que pode contar comigo.
Eu tinha a sensação de precisar de uma escora. De ser menos porque eu não era CASADA, eu não era o que a sociedade exigia de mim.
O texto que li é este aqui:

Sobre estar sozinho…

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.

O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.

Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.

Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.

O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.

Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.

As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.

Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.

Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Flávio Gikovate


O autor traduziu TUDO que venho sentindo.
Fomos criadas para achar que sozinhas não conseguimos obter sucesso e se o obtemos somos mal resolvidas sexualmente ou ainda, somos mal vistas como malucas que não vêem a REALIDADE (a realidade DA SOCIEDADE).
Estar casada e ter alguém ao lado são coisas completamente diferentes.
Casada para mostrar para os outros que é capaz de TER UMA FAMÍLIA DORIANA é como fomos criadas e o não tê-la nos dava a sensação de frustração e incompetência total. Vínhamos criando nossos filhos com a sensação de faltar um pedaço, de sermos menos que as mulheres que tem a família completa etc etc... Coisas que cansei de ouvir. Ser BANIDA  de um grupo de amigas casadas porque elas se sentiam ameaçadas por mim por estar solteira e poder avançar nos seus maridos e pelos maridos porque podia 'levar suas esposas' para uma mau caminho.
Fiquei literalmente sozinha, visto ter poucas amigas em Sampa e a maioria destas é casada.
Então virei um 'CARAMUJO', dentro da minha concha. Engordei, deixei de me cuidar, de me olhar no espelho... Não ligava para mim, me sentia FRACASSADA.
Mas que FRACASSO eu tive? Onde ele existe?? Na minha cabeça! A Jubs é educada, bem criada e feliz, ou seja: o que eu achava que precisava de família para fazer eu FIZ SOZINHA.
Então onde está a FRACASSADA,  a FRACA, a NÃO MERECEDORA DE RECONHECIMENTO ALGUM?
Bem... AQUI ela não está!
Não VOU  me permitir 'ESCORREGAR' e deixar a minha 'cabeça' me cobrar desta forma. A vida já me cobra o bastante.
Superação, ISTO EXISTE!!! Você TEM que 'correr atrás' e ter MUITA boa vontade porque vão existir 'escorregões', pessoas te desestimulando e outras coisas mais... MAS quando você perceber que MESMO SOZINHA VOCÊ É INTEIRA.... NINGUÉM TE SEGURA MAIS!!!

Boa sorte para nós todas e que os escorregões sejam temporários e BEM ESPORÁDICOS.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Formatura de Filha

É.... eles crescem e RÁPIDO DEMAIS PARA O MEU GOSTO.
'Parece que foi ontem' que a Jubs entrou na escolinha... pequena, menininha mesmo... não querendo que eu a deixasse lá... Foi um problema o início da adaptação.
E eu, né? Um ser que ama 'pouco' ser mãe... era ela demonstrar que não queria ir para a escola, psicólogos que me perdoem mas eu confesso!!!!!!!!!!!!!!, e eu ficava com ela em casa. "Chocava" a cria mesmo... adorava e ainda adoro fazer isto.
Ela foi se adaptando á escola, fazendo amiguinhos, curtindo o que aprendia e chegava aos pulinhos em casa para contar os ensinamentos do dia. E eu me sentia vendo um "filme" ao vivo porque todo dia eu 'viajava' com as coisas que ela contava.
Então vieram as primeiras melhores amigas... cada dia tinha uma diferente, parecia rodízio... risos..
A saída da escola era um 'capítulo á parte' porque não teve 1 dia nestes três anos que ela estudou nesta escolinha que eu conseguisse pega-la na porta da escola e a trouxesse direto para o carro. Tinha sempre uma amiguinha ou um amiguinho que saia na mesma hora e então saiam os dois (ou três, quantos fossem) correndo pela calçada para ver a casa que tinha o cachorro e ele ficavam brincando com este pelo portão ou então para correrem até outra casa que eles chamavam de 'Castelo da Bruxa' (que de castelo não tinha nada, é um sobrado de dois andares e o tom da pintura é mais escuro mas para estes seres cheios de imaginação, é um Castelo). Ou seja, o horário de saída da escola era ás 17:00 e eu NUNCA conseguia pô-la no carro menos que 17:30 ou 17:40. SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMPRE tinha que ver de novo a Maria, a Isabela, o Giovanni, o Arthur, o Guilherme, o Matheus, o Juliano, a Sofia, a Giulia, a Laís, o Enzo, o Eduardo...
Engraçado como passou tão rápido... Ontem na formatura da Jubs foi apresentado um vídeo (nem preciso dizer o quanto eu chorei) e neste tinham fotos desde que eles entraram tão pequeninhos e desenhos deles... Eles mostrando quem queriam ser quando crescessem... tinha de tudo: Lixeiro, Sushi man, Veterinária, Professora, Médico...
Eles dançaram no palco, se apresentaram com uma musica M - A - R - A - V - I - L - H - O - S - A da Adriana Calcanhoto: "Saiba". Dançaram tão bonitinho... a Jubs dançou com Matheus que é o galã da escola (ele realmente é lindo além de ser super educado).
Eu ri, chorei, solucei, aplaudi... tornei á chorar... Fui acompanhada por outras mães, pais, avós... todos emocionados.
No fim da festa a pior parte: a DESPEDIDA DOS PROFESSORES E DOS DIRETORES. Eles fizeram parte da minha vida e a da Jubs por 3 anos. Foi com eles que me 'peguei' chorando, reclamando, pedindo uma ajuda, 'uma luz' por tantas vezes... Como se despedir de pessoas que se tornaram sua família?
Simplesmente não consegui, chorei, abracei... chorei mais, disse que amava á todos, chorei mais ainda...
Como ficar longe da professora da Jubs que a acompanhou no ano passado e neste? Que é alguém que a Jubs além de amar, ela conta com ela no dia á dia...
Juro que o frio na barriga pelo ano que virá está na minha barriga, a Jubs também está receosa mas acredito que mais curiosa e talvez a 'ficha não tenha caído' ainda. Mas eu??? Eu estou 'em pânico'!!! Escola nova? Professores diferentes... ela agora não terá uma ou duas professoras... ela terá mais matérias e por isto, mais professores... Será que terei acertado como acertei na vez anterior?
Sei que soa tolo e até 'meio maluco' o que irei contar mas MUITO antes de conhecer o pai da Jubs, eu ainda morando na cidade onde a Jubs nasceu e não tendo nenhuma possibilidade de voltar para onde meus pais moram, quando vinha passar uns dias na casa dos meus pais passava na frente da escolinha que a Jubs estudou e olhava... e pensava: Quando tiver a minha filhA (sempre soube que seria uma menina) ela vai estudar aqui...
E não é que estudou? E não é que foi perfeito ter estudado lá?
Ela está toda feliz com o diploma dela, conclusão da Pré-escola... Minha mãe disse uma verdade á ela: 'Jubs, este é o seu primeiro Diploma... O primeiro de MUITOS!'. Tenho certeza disto mas esta escola sei também que ela nunca se esquecerá, eu muito menos, porque foi onde a minha filha começou á crescer e eu também.
Hoje sou mãe da Jubs, que sabe ler e escrever... que sabe fazer contas de mais e de menos (de unidades e dezenas), que sabe até fazer uma pequena redação... E mais que isto: que aprendeu á respeitar os outros, que aprendeu á fazer amigos, onde sorriu e chorou... Onde viveu!