Passei o Dia das Crianças 'peregrinando' num shopping MUITO BOM, que estava CHEIO DE OPÇÕES para as crianças. Sendo que estas vinham com cupons para retirar BRINDES e quando eu fazia isto, nunca saia 'ilesa' da loja, sempre acabava comprando algo.
Mas tudo bem, a Jubs merece!
Dei á ela uma destas bonecas tipo "Barbie" mas são as 'famosinhas' atuais, minha mãe deu outra e meus avós outra. Então foram 3 da mesma coleção (caramba!!! que bonecas caras!!!) mais as compras pós retirada dos brindes e mais um par de bonecas que eu havia comprado há uns 3 anos, que falam entre sim, brincam e tal, que USAM 12 PILHAS AA mas que eu tinha guardado para quando a Jubs brincasse sem destrui-las, espero que seja agora.
Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem... o shopping LOTADO!!! Cheio de pais com carrinhos de bebês (não entendo o motivo visto serem bebês e não entenderem que raios este dia representa, que no fim das contas representa algo comercial somente nos dias de hoje). Nos carrinhos tinham crianças aos GRITOS, não era chorando meramente, estavam GUINCHANDO mesmo e suas mães desesperadas e sem graça, empurrando os carrinhos e os sacudindo para ver se estes paravam de gritar.
Minha mãe ficou abismada e me disse que achava que as crianças estavam tensas pela movimentação do lugar ou então pela própria tensão dos pais. E eu respondi que não era este o motivo. O REAL MOTIVO era que a grande maioria das crianças que ali estavam, passavam a semana INTEIRA numa creche, com 'tias' que elas conhecem há algum tempo e que seus pais passavam a semana TRABALHANDO, que levavam os filhos para creche de manhã e os buscavam de tarde para de noite. Que estes 'filhos' dos pais trabalhadores conheciam mais as 'tias' da creche que aos próprios pais e que na hora do 'aperto', o colo que elas querem é o que elas conhecem como seguro e que elas ficam durante a semana inteira: O DAS TIAS!! E não o dos PAIS TRABALHADORES mas que seus filhos não conhecem e que não os acalmam.
Sei que tem muitas mães QUE PRECISAM TRABALHAR PORQUE NÃO HÁ OUTRA FORMA PARA SE SUSTENTAR e sei também que estas mesmas mães que trabalham porque realmente precisam durante a semana inteira ainda dão um jeito de serem MÃES DE SEUS FILHOS quando estão com eles. Mas muitas das que trabalham dizem (porque eu mesma já ouvi mais de uma vez): EU PRECISO TER A MINHA AUTONOMIA, SE MEU MARIDO (COMPANHEIRO) TRABALHA E SAI, EU TAMBÉM MEREÇO FAZER POR MIM.
E deixa o filho na creche e vai atrás da sua autonomia.
Não é que eu queira 'levantar uma bandeira' e dizer que as mulheres não devem trabalhar para serem mães e tal. Óbvio que não!!! Mas estou dizendo que elas vão colher os frutos que plantam. Se forem egoístas e egocêntricas com seus filhos, estes também serão.
Eu abri mão de um monte de coisas para mim, para poder focar na Jubs... fiz isto por achar e sentir ser o 'CORRETO'. Fui criada assim e acho que foi certo e procuro fazer o mesmo por minha filha. Ser presente e cuidar dela a maior parte do tempo. Tenho amigas que me crucificaram por isto, outras que riram me chamando de RETRÓGRADA. Tenho conhecidas que usam a 'desculpa' de trabalhar para dizerem que precisam do dinheiro sem realmente precisarem dele porque poderiam viver um pouco mais apertadas e cuidarem de seus filhos.
Eu não as condeno, elas estão atrás da tal AUTONOMIA mas lá na frente, seus filhos vão ser filhos da CRECHE. Porque mesmo o tempo que elas podiam se dedicar á eles, elas vão á noite das mulheres no barzinho, á academia, á yoga e etc... e quando chegam em casa?? Os filhos estão dormindo para amanhã começarem a mesma rotina.
Os pais... BEM, estes contam com o machismo e o achismo para serem pais. Poucos que eu conheço que não se incomodam em trocar uma fralda, dar banho, por para dormir... POUQUISSÍMOS!!!
Aí fica a pergunta: ENTÃO PORQUE RAIOS TIVERAM FILHOS? Para fazerem o 'correto' na sociedade? Porque seus amigos também tem filhos???
Poxa, parecem ser pais de chocadeira...
REPITO: Não estou dizendo que a CERTA SOU EU!!!! E sim que muita gente podia e DEVIA mudar um pouco pelos seus filhos. Pelo menos, até onde eu entendo você trabalha para melhorar de vida não por você e sim pelo que você pretende deixar pelo seu caminho e isto seria: SUA PROLE.
Meu casamento mesmo foi 'condenado' ao fim por esta minha maneira de pensar. O bonitão queria ter posto a Jubs na creche com 4 meses e eu me indignei. Disse que pelo menos até 1 ano e meio ou 2 anos, ela não iria para creche alguma. Eu não dependia financeiramente dele e ainda podia me dar ao luxo de dar á Jubs as coisas do meu bolso. Como??? Trabalhando com vendas, fazendo um horário que desse. Deixando a Jubs com a minha família e saindo 'num pé e voltando no outro'. Porque o bonitão dava de grana no mês o certinho para comprar: o leite em pó, os remédios de refluxo, fraldas e Hipoglós. ONLY THIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O resto eu quem dava meu jeito.
Seria mais fácil por na CRECHE? Óbvio!! Claro que seria... mas... eu prefiro cuidar e ser mãe da Jubs mesmo não tendo tanta AUTONOMIA. Não podendo gastar mundos e fundos em algo. Ter a grana contada... mas ter a Jubs presente e ser presente para ela.
É o que eu acho que seja o certo.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Solução dos meus problemas...
Acredito ter achado hoje uma solução para VÁRIOS problemas meus.
A MESADA!!!!!! Mas esta mesada não será dada de forma simples, não...
Achei algo no FACEBOOK que é muito interessante e educativo para nós pais.
Eu canso de brigar com a Jubs para que ela acorde para ir para escola, para que ela não deixe suas coisas jogadas pela casa, para que tire o prato da mesa e leve até a pia e outras coisas que acho que muitas mães passam pelo mesmo pepino.
Quando eu vi esta foto no FACE acho que acendeu uma luz na minha cabeça, como nos desenhos animados. Se bobear ouvi um coro de anjos cantando "Aleluia"...
Eu vi que algumas coisas eu não preciso usar mas outras são perfeitamente cabíveis.
Ou seja: a Jubs vai ter um trabalho para ganhar o dinheiro dela.
Claro que não quero um C3PO como filha (para quem não lembra é o robô do Star Wars, o dourado que é educadíssimo) mas quero um ser que eu possa conduzir sem ter que ficar estressada todo dia.
Achei a idéia da mesada com os descontos uma coisa perfeita para mim. Vou fazer a minha tabela e ver no que dá.
A Jubs vive reclamando que eu só dou dinheiro para ela em moedas e nunca em notas. Uma vez ela se cansou disto e pegou na minha carteira quase R$300,00 que eu havia sacado para fazer um pagamento. Quando cheguei no banco, abri a bolsa e cadê que o dinheiro estava na carteira??? Eu comecei á passar mal pensando que poderia ter perdido em algum lugar ou esquecido no caixa eletrônico, sei lá!!! A Jubs que estava ao meu lado me pergunta: - O que foi mamãe?
- A mamãe perdeu o dinheiro dela e está maluca vendo na bolsa se ele está aqui.
- Um dinheiro que estava na sua carteira??
- É ele mesmo, porque?
- Ah porque eu peguei para mim. Tinha te dito que queria dinheiro em nota e achei estas notas bonitinhas, então peguei para mim.
Eu fiquei sem ação, não sabia se brigava com ela, se dizia que era errado fazer isto ou se pulava de alegria porque não havia perdido o dinheiro.
- O dinheiro tá aqui no meu bolso, guardadinho.
Putz.... aí que eu quase morro mesmo, o bolso pequeno de um ser de 6 anos?? Bem... ele estava lá e não havia caído.
Desde então a Jubs nutre um AMOR por dinheiro em notas. Aí que entra a mesada! Vai ser perfeito. E ela poderá comprar o que ela quiser (beeeeeeeeeeeeeeeeeeeem, mais ou menos... nada de trocentas mil bonecas porque de Barbies ela tem 30).
Vou deixar a folha presa em algum lugar que ela veja e leia o que pode e o que não pode fazer... assim ela fica com dinheiro de nota e eu com minha filha mais educada.
Repito: não quero o C3PO, só quero uma filha que feche menos a cara para visitas, ou então que cumprimente as pessoas e se despeça de forma normal sem ficar engonhada... que leve o prato para pia...
Se der certo, eu aviso á vocês.
Que a força esteja com você! (amo Star Wars e já deu para reparar, né? rs)
A MESADA!!!!!! Mas esta mesada não será dada de forma simples, não...
Achei algo no FACEBOOK que é muito interessante e educativo para nós pais.
Eu canso de brigar com a Jubs para que ela acorde para ir para escola, para que ela não deixe suas coisas jogadas pela casa, para que tire o prato da mesa e leve até a pia e outras coisas que acho que muitas mães passam pelo mesmo pepino.
Quando eu vi esta foto no FACE acho que acendeu uma luz na minha cabeça, como nos desenhos animados. Se bobear ouvi um coro de anjos cantando "Aleluia"...
Eu vi que algumas coisas eu não preciso usar mas outras são perfeitamente cabíveis.
Ou seja: a Jubs vai ter um trabalho para ganhar o dinheiro dela.
Claro que não quero um C3PO como filha (para quem não lembra é o robô do Star Wars, o dourado que é educadíssimo) mas quero um ser que eu possa conduzir sem ter que ficar estressada todo dia.
Achei a idéia da mesada com os descontos uma coisa perfeita para mim. Vou fazer a minha tabela e ver no que dá.
A Jubs vive reclamando que eu só dou dinheiro para ela em moedas e nunca em notas. Uma vez ela se cansou disto e pegou na minha carteira quase R$300,00 que eu havia sacado para fazer um pagamento. Quando cheguei no banco, abri a bolsa e cadê que o dinheiro estava na carteira??? Eu comecei á passar mal pensando que poderia ter perdido em algum lugar ou esquecido no caixa eletrônico, sei lá!!! A Jubs que estava ao meu lado me pergunta: - O que foi mamãe?
- A mamãe perdeu o dinheiro dela e está maluca vendo na bolsa se ele está aqui.
- Um dinheiro que estava na sua carteira??
- É ele mesmo, porque?
- Ah porque eu peguei para mim. Tinha te dito que queria dinheiro em nota e achei estas notas bonitinhas, então peguei para mim.
Eu fiquei sem ação, não sabia se brigava com ela, se dizia que era errado fazer isto ou se pulava de alegria porque não havia perdido o dinheiro.
- O dinheiro tá aqui no meu bolso, guardadinho.
Putz.... aí que eu quase morro mesmo, o bolso pequeno de um ser de 6 anos?? Bem... ele estava lá e não havia caído.
Desde então a Jubs nutre um AMOR por dinheiro em notas. Aí que entra a mesada! Vai ser perfeito. E ela poderá comprar o que ela quiser (beeeeeeeeeeeeeeeeeeeem, mais ou menos... nada de trocentas mil bonecas porque de Barbies ela tem 30).
Vou deixar a folha presa em algum lugar que ela veja e leia o que pode e o que não pode fazer... assim ela fica com dinheiro de nota e eu com minha filha mais educada.
Repito: não quero o C3PO, só quero uma filha que feche menos a cara para visitas, ou então que cumprimente as pessoas e se despeça de forma normal sem ficar engonhada... que leve o prato para pia...
Se der certo, eu aviso á vocês.
Que a força esteja com você! (amo Star Wars e já deu para reparar, né? rs)
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terça-feira, 8 de outubro de 2013
Sem se lamentar, sem se arrepender...
Fácil fácil de falar e escrever mas fazer?? São "outros 500"...
Tenho o meu esquema matinal: Acordo, acordo a Jubs, levanto, ligo o micro faço tudo que tenho para fazer e vejo se há algum e-mail importante e abro o FACEBOOK.
Hoje uma amiga que amo de paixão tinha postado algo que caiu como 'uma luva' para a minha manhã:
Realmente é a realidade. Você ficar se auto-flagelando pelos 'erros' cometidos e 'perde seu tempo' com coisas que não pode mudar e pessoas que não te tratam bem e você fica fazendo um esforço sobre-humano para fazer com que 'elas mudem' (ninguém muda... á não ser que ela 'realmente QUEIRA). Ás vezes você fica 'olhando para o lado', cuidando dos outros e esquece de si mesma... e quando vê deixou escapar tantas chances de mudar a vida ou ao menos alguma coisa.
Estou PEREGRINANDO para chegar no ponto de admitir que eu FIZ e AINDA FAÇO algumas (muitas!) vezes isto.
Vivermos no cíclico é 'prático'... é 'confortável'... Você reclama mas na verdade não faz FORÇA PARA SAIR do circuito (parece circuito de autorama... você fica naquilo e necas de mudar a 'paisagem'). É cômodo!!!!!!! É tranquilo e por mais que incomode você CONHECE aquele "caminho", sabe onde deve reduzir a marcha, acelerar, trocar os pneus... mas você continua na mesma. Você segue o fluxo... Hoje lembrei da PISTA DE INDIANÁPOLIS, eu a visitei quando tinha 16 anos mas NUNCA me esqueci da sensação péssima de ficar rodando 'QUE NEM PERÚ PORRADO' (desculpem meus termos de hoje mas estou inspirada). Lembro das pessoas que estavam comigo achando o máximo aquele circuito oval. Eu não achei graça alguma. REPITO: Não quer dizer que seja fácil viver um circuito... é cansativo... tem horas que ele acaba até te hipnotizando porque nada muda.
E isto cansa... e como cansa...
Onde está aquela adolescente que eu fui?? Aquela que reclamava, saia batendo porta... e dizia: - Não estou satisfeita com o que tenho, vou arrumar um emprego melhor. E saia pela porta... e voltava de noite sem o emprego mas não desistia e saia no dia seguinte de novo com o mesmo pique, a mesma gana e voltava empregada e ganhando o triplo que ganhava antes.
Ou seja, eu tinha força para sair e melhorar a minha vida ao TRIPLO!!!! Como é que hoje eu pareço um "Bernardo-eremita" e fico na minha concha?? SEI que penso na Jubs e que a tenho que proteger e como ela só pode contar comigo eu não posso me 'arriscar' como antes... afinal antes ninguém dependia de mim e hoje meu bem mais precioso existe.
Meu sonho de vida sempre foi ser mãe e de uma menina. Não me perguntem como mas eu sabia que seria mãe de uma menina e por isto comecei uns 12 anos antes á fazer um enxoval para a filha que iria ter um dia. Realizei meu sonho.... e aí?? Aí que eu esqueci de 'sonhar' algo mais... Minha filha, sonho realizado... então estou eu no circuito de Indianápolis ou como eu brinco com o slogan da finada TOSTINES: É fresquinho porque vende mais, vende mais porque é fresquinho. Você não sabe onde começa ou onde termina, é um circuito fechado.
Eu entrei na casa dos 40 e me pergunto: fazer o que? Mudar como e onde?
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Faz terapia!!! Eu tentei,me fez bem até certo ponto e quando senti que estava melhor eu mesma quis me ajudar, afinal sempre fiz isto. Só que eu não sei que rumo tomar, é como se quisesse sair da pista e sair pelas ruas e conhecer caminhos novos... mas para ir para onde? E levando a minha pequena.... a responsabilidade é enorme de não errar!
Ah tá!! ERRAR É HUMANO!!!! Mas então não posso ser humana porque não posso errar, além de eu mesma me cobrar horrores, tenho o bonitão nos 'meus calcanhares' vendo o que faço e o que não faço e se utilizando da Justiça como arma de opressão.
Entro de novo na concha do Bernardo-eremita...
Então... viver não tendo lamentos e pesares não é tão difícil... difícil mesmo é mudar o rumo, ver quando há 'aquela' chance e agarra-la, ter CORAGEM para fazer isto e mudar do circuito oval para um estrada nova e desconhecida (usando um mapa pelo menos).
Tenho o meu esquema matinal: Acordo, acordo a Jubs, levanto, ligo o micro faço tudo que tenho para fazer e vejo se há algum e-mail importante e abro o FACEBOOK.
Hoje uma amiga que amo de paixão tinha postado algo que caiu como 'uma luva' para a minha manhã:
Realmente é a realidade. Você ficar se auto-flagelando pelos 'erros' cometidos e 'perde seu tempo' com coisas que não pode mudar e pessoas que não te tratam bem e você fica fazendo um esforço sobre-humano para fazer com que 'elas mudem' (ninguém muda... á não ser que ela 'realmente QUEIRA). Ás vezes você fica 'olhando para o lado', cuidando dos outros e esquece de si mesma... e quando vê deixou escapar tantas chances de mudar a vida ou ao menos alguma coisa.
Estou PEREGRINANDO para chegar no ponto de admitir que eu FIZ e AINDA FAÇO algumas (muitas!) vezes isto.
Vivermos no cíclico é 'prático'... é 'confortável'... Você reclama mas na verdade não faz FORÇA PARA SAIR do circuito (parece circuito de autorama... você fica naquilo e necas de mudar a 'paisagem'). É cômodo!!!!!!! É tranquilo e por mais que incomode você CONHECE aquele "caminho", sabe onde deve reduzir a marcha, acelerar, trocar os pneus... mas você continua na mesma. Você segue o fluxo... Hoje lembrei da PISTA DE INDIANÁPOLIS, eu a visitei quando tinha 16 anos mas NUNCA me esqueci da sensação péssima de ficar rodando 'QUE NEM PERÚ PORRADO' (desculpem meus termos de hoje mas estou inspirada). Lembro das pessoas que estavam comigo achando o máximo aquele circuito oval. Eu não achei graça alguma. REPITO: Não quer dizer que seja fácil viver um circuito... é cansativo... tem horas que ele acaba até te hipnotizando porque nada muda.
E isto cansa... e como cansa...
Onde está aquela adolescente que eu fui?? Aquela que reclamava, saia batendo porta... e dizia: - Não estou satisfeita com o que tenho, vou arrumar um emprego melhor. E saia pela porta... e voltava de noite sem o emprego mas não desistia e saia no dia seguinte de novo com o mesmo pique, a mesma gana e voltava empregada e ganhando o triplo que ganhava antes.
Ou seja, eu tinha força para sair e melhorar a minha vida ao TRIPLO!!!! Como é que hoje eu pareço um "Bernardo-eremita" e fico na minha concha?? SEI que penso na Jubs e que a tenho que proteger e como ela só pode contar comigo eu não posso me 'arriscar' como antes... afinal antes ninguém dependia de mim e hoje meu bem mais precioso existe.
Meu sonho de vida sempre foi ser mãe e de uma menina. Não me perguntem como mas eu sabia que seria mãe de uma menina e por isto comecei uns 12 anos antes á fazer um enxoval para a filha que iria ter um dia. Realizei meu sonho.... e aí?? Aí que eu esqueci de 'sonhar' algo mais... Minha filha, sonho realizado... então estou eu no circuito de Indianápolis ou como eu brinco com o slogan da finada TOSTINES: É fresquinho porque vende mais, vende mais porque é fresquinho. Você não sabe onde começa ou onde termina, é um circuito fechado.
Eu entrei na casa dos 40 e me pergunto: fazer o que? Mudar como e onde?
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Faz terapia!!! Eu tentei,me fez bem até certo ponto e quando senti que estava melhor eu mesma quis me ajudar, afinal sempre fiz isto. Só que eu não sei que rumo tomar, é como se quisesse sair da pista e sair pelas ruas e conhecer caminhos novos... mas para ir para onde? E levando a minha pequena.... a responsabilidade é enorme de não errar!
Ah tá!! ERRAR É HUMANO!!!! Mas então não posso ser humana porque não posso errar, além de eu mesma me cobrar horrores, tenho o bonitão nos 'meus calcanhares' vendo o que faço e o que não faço e se utilizando da Justiça como arma de opressão.
Entro de novo na concha do Bernardo-eremita...
Então... viver não tendo lamentos e pesares não é tão difícil... difícil mesmo é mudar o rumo, ver quando há 'aquela' chance e agarra-la, ter CORAGEM para fazer isto e mudar do circuito oval para um estrada nova e desconhecida (usando um mapa pelo menos).
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Cada coisa que me acontece que tenho que rir... ou chorar...
Como já escrevi antes: ex-marido enche.
Meu Deus do céu.... Me pergunto como tem gente que tem coragem de casar de novo com o 'perigo' de descasar novamente e ter um segundo ex-marido... e terceiro, sabe-se lá quanta 'boa vontade' esta mulher tem para ter estes seres estranhos á sua volta.
Não sei se um cara por ser 'ex-marido' muda alguma coisa na sua personalidade ou evolui e com a próxima esposa ele poderá acertar e não errar na mesma coisa que errou com a anterior, afinal somos seres humanos e é MUITO DIFÍCIL mudarmos alguma característica AINDA MAIS os HOMENS que são criados pelas mães com certa idolatria. Realmente mãe de homem tem este problema.
Minha mãe é mãe de três filhos, eu a mais velha e dois lindinhos depois de mim. Eu AGUENTAVA o tranco mas eles... ah!!! tadinhos deles!!! rs... Se bem que neste ponto minha mãe sempre partiu do principio da educação igualitária: quando um fazia alguma besteria ela não queria saber quem tinha sido, ela nos enfileirava na parede e ela dava bordoadas nos três. Tá... educação antiga.. mas... igualitária!
Já no caso do bonitão a mãe dele só teve á ele como filhinho. E ele permanece filhinho da mamãe até hoje porque nem o próprio prato ele leva para pia, quanto mais lavar louça, á não ser que com a terceira esposa dele o tenha melhorado mas acredito ser pouco provável. Ela o trata como filhinho, pelo menos quando vem buscar ou trazer a Jubs é o que ela demonstra para os meus pais.... que o bonitão é o coitadinho-filhotinho-nenenzinho dela e do mundo.
Vamos lá ao real motivo que comecei escrevendo hoje. O bonitão nunca liga, não é?? Pois bem!!!!! Eu devo emanar ferormônios quando algo diferente ocorre, como o fato da Jubs ter mudado de escola.
Ele NUNCA LIGA, melhor LIGA UMA VEZ POR MÊS e quando é que ele ligou???? ACERTOU!!!!!! Ontem! E o que a Jubs soltou de PÉROLA??? Estou numa nova escola!! (óbvio! qualquer criança faria o mesmo: contar uma novidade).
Claro que o papo durou um tempão, ele devia estar com muita saudade da filha e ela idem. A Jubs desligou em menos de CINCO MINUTOS e falando: "Olha só... eu queria desligar, tá???" . E ele desligou, claro.
Quando não se tem assiduidade na convivência com crianças, estas ficam sem assunto e se o adulto que não sabe dar um jeitinho e se esforçar, este se dá mal.
Para conquistar alguém você tem que CATIVAR, já dizia a Raposa ao Pequeno Príncipe:
Só que para CATIVAR você tem que fazer por onde! Coisa que o bonitão acha que deve ser: VINDE Á MIM porque eu não vou á NINGUÉM!
Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem, claro que no dia seguinte eu acordo com um e-mail do bonitão LOTADO de perguntas e querendo respostas com o máximo de urgência (mereço!!!!!). O que ele não contava é que hoje ele tem muito menos 'poder' sobre mim.
Deixa eu me explicar: antes tudo que ele fazia, escrevia ou dizia causavam um impacto absurdo em mim. Eu ficava mal, mas MAL MESMO, de passar mal, ficar de cama, ter labirintite, tudo que puder imaginar.
Hoje me sinto muito mais forte. Ouvi ontem mesmo de uma moça que me conhece há um tempo e que sabe de alguns dos pepinos proporcionados pelo bonitão, ela me disse: "Nossa!!! Como você é forte!! Que fibra que você têm!". Engraçado isto... eu nunca havia me tocado que tinha realmente e muito menos que as pessoas podiam notar isto.
Então, eu na minha atual condição de ser menos emocional e mais racional com o bonitão, consegui escrever um e-mail respondendo tudo que ele perguntava sem me alongar nas explicações (como antes fazia com medo de deixar algo sem estar explicado), sem me emocionar, sem ele ter tudo o que 'exigia' (porque aquele maluco acha que manda em mim e em qualquer mulher do mundo).
Eu hoje estou e sou plena... óbvio que nem sempre consigo estar assim, tenho meus altos e baixos. Mas cada vez mais me lembro que não tenho medos como tinha antes.
Meu Deus do céu.... Me pergunto como tem gente que tem coragem de casar de novo com o 'perigo' de descasar novamente e ter um segundo ex-marido... e terceiro, sabe-se lá quanta 'boa vontade' esta mulher tem para ter estes seres estranhos á sua volta.
Não sei se um cara por ser 'ex-marido' muda alguma coisa na sua personalidade ou evolui e com a próxima esposa ele poderá acertar e não errar na mesma coisa que errou com a anterior, afinal somos seres humanos e é MUITO DIFÍCIL mudarmos alguma característica AINDA MAIS os HOMENS que são criados pelas mães com certa idolatria. Realmente mãe de homem tem este problema.
Minha mãe é mãe de três filhos, eu a mais velha e dois lindinhos depois de mim. Eu AGUENTAVA o tranco mas eles... ah!!! tadinhos deles!!! rs... Se bem que neste ponto minha mãe sempre partiu do principio da educação igualitária: quando um fazia alguma besteria ela não queria saber quem tinha sido, ela nos enfileirava na parede e ela dava bordoadas nos três. Tá... educação antiga.. mas... igualitária!
Já no caso do bonitão a mãe dele só teve á ele como filhinho. E ele permanece filhinho da mamãe até hoje porque nem o próprio prato ele leva para pia, quanto mais lavar louça, á não ser que com a terceira esposa dele o tenha melhorado mas acredito ser pouco provável. Ela o trata como filhinho, pelo menos quando vem buscar ou trazer a Jubs é o que ela demonstra para os meus pais.... que o bonitão é o coitadinho-filhotinho-nenenzinho dela e do mundo.
Vamos lá ao real motivo que comecei escrevendo hoje. O bonitão nunca liga, não é?? Pois bem!!!!! Eu devo emanar ferormônios quando algo diferente ocorre, como o fato da Jubs ter mudado de escola.
Ele NUNCA LIGA, melhor LIGA UMA VEZ POR MÊS e quando é que ele ligou???? ACERTOU!!!!!! Ontem! E o que a Jubs soltou de PÉROLA??? Estou numa nova escola!! (óbvio! qualquer criança faria o mesmo: contar uma novidade).
Claro que o papo durou um tempão, ele devia estar com muita saudade da filha e ela idem. A Jubs desligou em menos de CINCO MINUTOS e falando: "Olha só... eu queria desligar, tá???" . E ele desligou, claro.
Quando não se tem assiduidade na convivência com crianças, estas ficam sem assunto e se o adulto que não sabe dar um jeitinho e se esforçar, este se dá mal.
Para conquistar alguém você tem que CATIVAR, já dizia a Raposa ao Pequeno Príncipe:
Só que para CATIVAR você tem que fazer por onde! Coisa que o bonitão acha que deve ser: VINDE Á MIM porque eu não vou á NINGUÉM!
Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem, claro que no dia seguinte eu acordo com um e-mail do bonitão LOTADO de perguntas e querendo respostas com o máximo de urgência (mereço!!!!!). O que ele não contava é que hoje ele tem muito menos 'poder' sobre mim.
Deixa eu me explicar: antes tudo que ele fazia, escrevia ou dizia causavam um impacto absurdo em mim. Eu ficava mal, mas MAL MESMO, de passar mal, ficar de cama, ter labirintite, tudo que puder imaginar.
Hoje me sinto muito mais forte. Ouvi ontem mesmo de uma moça que me conhece há um tempo e que sabe de alguns dos pepinos proporcionados pelo bonitão, ela me disse: "Nossa!!! Como você é forte!! Que fibra que você têm!". Engraçado isto... eu nunca havia me tocado que tinha realmente e muito menos que as pessoas podiam notar isto.
Então, eu na minha atual condição de ser menos emocional e mais racional com o bonitão, consegui escrever um e-mail respondendo tudo que ele perguntava sem me alongar nas explicações (como antes fazia com medo de deixar algo sem estar explicado), sem me emocionar, sem ele ter tudo o que 'exigia' (porque aquele maluco acha que manda em mim e em qualquer mulher do mundo).
Eu hoje estou e sou plena... óbvio que nem sempre consigo estar assim, tenho meus altos e baixos. Mas cada vez mais me lembro que não tenho medos como tinha antes.
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Mudar ou não mudar de escola??? eis a questão!
A Jubs estudou por 3 anos numa escola só e quando saiu de lá ela foi para outra escola que me foi recomendada pela professora que a acompanhou por 2 anos e pela diretora da escola que ela estudou desde o início. Mas... se arrependimento matasse...
Bem... A Jubs aprendeu na escola á abraçar os amiguinho quando os cumprimentava com abraços e estes faziam o mesmo. Nesta escola que ela está, ela sai do carro falando feliz: Oi fulaninho... Este a olha como se ela fosse um E.T., não a cumprimenta nem sorri ao menos. Isto não ocorreu uma vez, nem duas... ocorreram trocentas vezes e a vejo entrar tristinha para a escola porque os seres estranhos que estudam com ela são assim: FRIOS!!!!
Então comecei eu uma nova peregrinação: outra escola.
Estou procurando com certa pressa porque já estão querendo que eu pague a matrícula. Então é agora ou eu terei que pagar duas matrículas.
Levei a Jubs nesta outra escola que também me foi recomendada e que sei que alguns amiguinhos da escola dela anterior, estão lá.
O meu amorzinho está lá na escola passando a manhã para ver se curte o ambiente. Depois eu verei as apostilas para ver se estas batem com o estudo que eu queria que tivesse se mantido da ex-escola. Ah!! esqueci de comentar algo MUITO complicado: a Jubs estava aprendendo no Jardim á fazer contas de subtração e soma de dezenas e até centenas, já fazia redação de 10 linhas e ditados. Nesta escola que a coloquei a vi 'involuir': ela voltou á pintar dezenas (quadradinhos), á escrever PALAVRAS que começassem com a letra tal e etc. A coordenadora disse que isto seria uma 'recordação' do ano anterior até o segundo semestre no máximo e que depois ela seguiria com evolução das matérias.
Passamos do terceiro bimestre e...........?...?...?...? NADA!! Palavras que começam com a letra, dezenas, quadradinhos.... e eles seguem uma apostila de uma ensino HIPER CONCEITUADO o que me faz não entender o porque da 'lerdeza' no ensino'.
Levei a Jubs agora cedo e ficamos na secretaria esperando a senhora que é a coordenadora. A moça da secretaria super simpática foi puxando assunto com a Jubs e perguntou:
- E o seu pai? Ele está gostando da idéia de você mudar de escola?
Antes que eu pudesse responder que o pai dela é ausente e tra lá lá, a Jubs me solta a PÉROLA:
- Meu pai?? Ah!! Ele é um mentiroso!! Ele é do tipo que promete as coisas e não cumpre.
Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutz!! Queria me enfiar embaixo da mesa da mulher. A cara que ela fez de ponto de interrogação foi linda!
Expliquei, COM CALMA, que o pai dela é ausente e que não liga quase para ela (se bem que nas últimas duas semanas ele ligou por 3 vezes, duas estávamos fora de casa e na última ela já havia dormido).
A deixei na escola para passar o dia e estou saindo para busca-la. Vamos ver o que ela achou da escola... tomara que tenha gostado.
As aulas extras que tem lá são muito interessantes: informática e robótica para primeira série em diante. Aulas de reforço já incluídas na mensalidade. Vários pontos que na outra escola não havia.
Vamos ver...
Uhú!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ela adorou a escola!!!
Os comentários dela foram: Adorei, mamãe. Lá tem ditado, contas e muita gente legal. Não quero mais ficar na minha escola, quero ficar nesta de hoje.
Amei saber! Ela gostou de ter matéria mais puxada, de rever as coisas (contas e ditado) que estavam 'esquecidas' por esta escola deste ano. É para a escola nova que ela irá no ano que vem. Nem preciso mais pensar nisto.
Bem... A Jubs aprendeu na escola á abraçar os amiguinho quando os cumprimentava com abraços e estes faziam o mesmo. Nesta escola que ela está, ela sai do carro falando feliz: Oi fulaninho... Este a olha como se ela fosse um E.T., não a cumprimenta nem sorri ao menos. Isto não ocorreu uma vez, nem duas... ocorreram trocentas vezes e a vejo entrar tristinha para a escola porque os seres estranhos que estudam com ela são assim: FRIOS!!!!
Então comecei eu uma nova peregrinação: outra escola.
Estou procurando com certa pressa porque já estão querendo que eu pague a matrícula. Então é agora ou eu terei que pagar duas matrículas.
Levei a Jubs nesta outra escola que também me foi recomendada e que sei que alguns amiguinhos da escola dela anterior, estão lá.
O meu amorzinho está lá na escola passando a manhã para ver se curte o ambiente. Depois eu verei as apostilas para ver se estas batem com o estudo que eu queria que tivesse se mantido da ex-escola. Ah!! esqueci de comentar algo MUITO complicado: a Jubs estava aprendendo no Jardim á fazer contas de subtração e soma de dezenas e até centenas, já fazia redação de 10 linhas e ditados. Nesta escola que a coloquei a vi 'involuir': ela voltou á pintar dezenas (quadradinhos), á escrever PALAVRAS que começassem com a letra tal e etc. A coordenadora disse que isto seria uma 'recordação' do ano anterior até o segundo semestre no máximo e que depois ela seguiria com evolução das matérias.
Passamos do terceiro bimestre e...........?...?...?...? NADA!! Palavras que começam com a letra, dezenas, quadradinhos.... e eles seguem uma apostila de uma ensino HIPER CONCEITUADO o que me faz não entender o porque da 'lerdeza' no ensino'.
Levei a Jubs agora cedo e ficamos na secretaria esperando a senhora que é a coordenadora. A moça da secretaria super simpática foi puxando assunto com a Jubs e perguntou:
- E o seu pai? Ele está gostando da idéia de você mudar de escola?
Antes que eu pudesse responder que o pai dela é ausente e tra lá lá, a Jubs me solta a PÉROLA:
- Meu pai?? Ah!! Ele é um mentiroso!! Ele é do tipo que promete as coisas e não cumpre.
Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutz!! Queria me enfiar embaixo da mesa da mulher. A cara que ela fez de ponto de interrogação foi linda!
Expliquei, COM CALMA, que o pai dela é ausente e que não liga quase para ela (se bem que nas últimas duas semanas ele ligou por 3 vezes, duas estávamos fora de casa e na última ela já havia dormido).
A deixei na escola para passar o dia e estou saindo para busca-la. Vamos ver o que ela achou da escola... tomara que tenha gostado.
As aulas extras que tem lá são muito interessantes: informática e robótica para primeira série em diante. Aulas de reforço já incluídas na mensalidade. Vários pontos que na outra escola não havia.
Vamos ver...
Uhú!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ela adorou a escola!!!
Os comentários dela foram: Adorei, mamãe. Lá tem ditado, contas e muita gente legal. Não quero mais ficar na minha escola, quero ficar nesta de hoje.
Amei saber! Ela gostou de ter matéria mais puxada, de rever as coisas (contas e ditado) que estavam 'esquecidas' por esta escola deste ano. É para a escola nova que ela irá no ano que vem. Nem preciso mais pensar nisto.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Estou SEMPRE errada, mesmo quando acerto
Não sei se outras pessoas passam o que eu passo, bem.. também é muita pretensão minha acha que sou o único ser na Terra que passa por isto.
"Isto o que?" não é??? Vou me explicar:
Após a separação eu voltei para a casa dos meus pais e são poucas as vezes que penso em me mudar daqui. Poucas mesmo mas hoje é um destes dias e nem na TPM eu estou.
O MAIOR problema de morar novamente com seus pais, ao meu ver é: você, aos olhos deles, não cresceu! Ainda é somente aquela criança ou adolescente que erra e que eles acham que podem chamar a atenção como faziam antes.
Antes de que? Antes quando?? Oras! Antes de ser mãe, antes de você ter 40 anos. Pura e somente isto!
Tá e o que fazer? Não tenho a mínima idéia!
Minha mãe é uma ótima pessoa, uma super avó e FOI e É uma excelente mãe e eu me espelho no que ela foi para procurar ser para a Jubs. MAS aos olhos da minha mãe eu só acerto quando é interessante falar que acertei porque a maneira dela olhar é de reprovação pelo que fiz/faço, pensei/penso.
Fico num dilema com vontade de dizer á ela: Não me chame a atenção como se eu tivesse 10 anos!! Ainda mais na frente da Jubs que já está se achando igual á mim.
A Jubs tem feito isto: lida comigo como se tivéssemos a mesma idade e a mesma 'patente'. O que não é fato: ela tem 6 anos e eu 40, ela é a filha e eu a mãe.
SEMPRE me disse que quando fosse mãe não iria bater como eu apanhei. Acho que isto é o cúmulo da falta de argumentos. Mas argumentar com um ser de 6 anos é o que? Dar trela para discussão e se igualar á ela.
Fico sem saber como agir afinal... se bato, eu falho com o que disse que não iria fazer; se castigo, ela não liga e debocha dizendo que nem precisa sair do castigo porque está bom lá; se tiro algo dela, como bonecas e á fins, ela me olha e diz "Tenho outros, os que foram não me fazem falta não"; se paro de falar, ela fala com meus pais que agem como se não houvesse problema algum em casa e o meu castigo de mudez 'cai por água'. Então eu 'implodo'. Raras as vezes que eu 'EXPLODO' sou vista como: mal educada, grosseira, sem paciência etc etc etc...
Então as perguntas permanecem: O que fazer? Onde estou errando?? Como mudar a situação?
Na casa do pai, feliz ou não, tenho que aceitar que a Jubs fica 'pianinho', seja por medo, respeito ou o que for, quando volta está um amor, 'por favor, obrigada, posso pegar/fazer isto ou aquilo?' tudo nos 'conformes' e comigo é uma zona!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Você ainda não pôs a Jubs no quarto dela que ELA NÃO QUER e que eu embromo porque também gosto, e muito, de estar com ela no meu quarto. Sim, é fato... mas isto faz com que ela me desrespeite? SIM, FAZ!!!!
De noite, na hora de dormir, eu pergunto: Jubs, escovou os dentes? a resposta dela é: E você, já escovou?
- Jubs, tá na hora. Vamos dormir.
- E você? vai dormir agora?
- Jubs, chega de televisão. Amanhã você acorda cedo.
- E você? vai ver TV?
No fim das contas, odeio assumir, mas tenho 'culpa no cartório'. Eu achei que era melhor ser mãe/amiga e isto não é bom não. No fim de tudo ela me vê como amiga que também é mãe.
É uma inversão do que eu pretendia, ou nem tanto a inversão e sim... não ter chegado onde eu queria. Queria que ela me visse como mãe que é amiga mas que merece respeito.
Nestas horas eu enlouqueço e me sinto 'A QUE FALHOU', que ela fica melhor com o pai então que com toda a ausência dele, ele está certo e eu errada, visto o que eu 'colho' é diferente do que eu pretendia colher.
Eu com 6 anos... Eu nem respirava se me mandassem não respirar. Bastava olhar, levantar a sobrancelha que eu emudecia. Tá!!! Isto é a educação retrógrada á base de respeito via medo. Donde os pais eram vistos como seres habitantes do Olimpo com direito á nos jogarem 'raios e trovões' como Zeus!
A Jubs com 6 anos... Ela me olha e fecha a cara, 'pisa zangada' no chão, com as mãos cerradas e levanta a voz para mim. O que eu sou? Melhor: QUEM EU SOU??
Hoje cedo ela não queria acordar. Ontem de noite ela não queria dormir, o que é frequente mesmo a avisando do horário que ela acordaria. É um parto acorda-la. É cansativo e chato. A visto (calças e as meias) com ela dormindo e eu a levantando como se fosse uma boneca. Peço que acorde porque ela terá que entrar na escola em meia hora. Ou seja: nesta meia hora tem que: escovar dentes, fazer xixi, pentear os cabelos, tomar café, escovar dentes e sair dando tempo de chegar na Escola. devo parecer o Senna dirigindo para chegar na hora.
Quando a vejo, após tê-la chamado umas 5 vezes, está ela no chão, sentada com a calça da escola e reclamando que o tênis encolheu porque não entra mais no pé dela. Pouco provável visto ter sido comprado há umas duas ou três semanas e o comprei um ou dois números maior. E no dia anterior ela o usou sem reclamar de coisa alguma.
É o péssimo humor matinal é o que causa do desconforto das roupas... e eu tenho que ter um bom humor e MUITA paciência para não estourar e brigar. Só que é MUITO fácil falar, fazer são outros 500!
Vamos ver como meu serzinho volta da escola hoje...
Quanto ao bonitão... bem... este quase não dá mais o ar da graça. Ele ligou há uns dias atrás e a Jubs estava vendo um filminho no YOUTUBE que ela já põe e faz tudo sozinha... Bem, ele ligou na vez mensal dele falar com ela e ela falava: Hã.. Fala... Sei... Tá.... É...
Eu não me meti porque eu SEMPRE falo: "Jubs, fala direito com o seu pai" e quando ela está com ele, ele fomenta a situação dela falar mal ao telefone. Então ele que se vire agora.
Ele, em menos de 5 minutos, desistiu de falar com ela e arrumou uma desculpa para desligar. Desde então não ligou mais.
"Isto o que?" não é??? Vou me explicar:
Após a separação eu voltei para a casa dos meus pais e são poucas as vezes que penso em me mudar daqui. Poucas mesmo mas hoje é um destes dias e nem na TPM eu estou.
O MAIOR problema de morar novamente com seus pais, ao meu ver é: você, aos olhos deles, não cresceu! Ainda é somente aquela criança ou adolescente que erra e que eles acham que podem chamar a atenção como faziam antes.
Antes de que? Antes quando?? Oras! Antes de ser mãe, antes de você ter 40 anos. Pura e somente isto!
Tá e o que fazer? Não tenho a mínima idéia!
Minha mãe é uma ótima pessoa, uma super avó e FOI e É uma excelente mãe e eu me espelho no que ela foi para procurar ser para a Jubs. MAS aos olhos da minha mãe eu só acerto quando é interessante falar que acertei porque a maneira dela olhar é de reprovação pelo que fiz/faço, pensei/penso.
Fico num dilema com vontade de dizer á ela: Não me chame a atenção como se eu tivesse 10 anos!! Ainda mais na frente da Jubs que já está se achando igual á mim.
A Jubs tem feito isto: lida comigo como se tivéssemos a mesma idade e a mesma 'patente'. O que não é fato: ela tem 6 anos e eu 40, ela é a filha e eu a mãe.
SEMPRE me disse que quando fosse mãe não iria bater como eu apanhei. Acho que isto é o cúmulo da falta de argumentos. Mas argumentar com um ser de 6 anos é o que? Dar trela para discussão e se igualar á ela.
Fico sem saber como agir afinal... se bato, eu falho com o que disse que não iria fazer; se castigo, ela não liga e debocha dizendo que nem precisa sair do castigo porque está bom lá; se tiro algo dela, como bonecas e á fins, ela me olha e diz "Tenho outros, os que foram não me fazem falta não"; se paro de falar, ela fala com meus pais que agem como se não houvesse problema algum em casa e o meu castigo de mudez 'cai por água'. Então eu 'implodo'. Raras as vezes que eu 'EXPLODO' sou vista como: mal educada, grosseira, sem paciência etc etc etc...
Então as perguntas permanecem: O que fazer? Onde estou errando?? Como mudar a situação?
Na casa do pai, feliz ou não, tenho que aceitar que a Jubs fica 'pianinho', seja por medo, respeito ou o que for, quando volta está um amor, 'por favor, obrigada, posso pegar/fazer isto ou aquilo?' tudo nos 'conformes' e comigo é uma zona!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Você ainda não pôs a Jubs no quarto dela que ELA NÃO QUER e que eu embromo porque também gosto, e muito, de estar com ela no meu quarto. Sim, é fato... mas isto faz com que ela me desrespeite? SIM, FAZ!!!!
De noite, na hora de dormir, eu pergunto: Jubs, escovou os dentes? a resposta dela é: E você, já escovou?
- Jubs, tá na hora. Vamos dormir.
- E você? vai dormir agora?
- Jubs, chega de televisão. Amanhã você acorda cedo.
- E você? vai ver TV?
No fim das contas, odeio assumir, mas tenho 'culpa no cartório'. Eu achei que era melhor ser mãe/amiga e isto não é bom não. No fim de tudo ela me vê como amiga que também é mãe.
É uma inversão do que eu pretendia, ou nem tanto a inversão e sim... não ter chegado onde eu queria. Queria que ela me visse como mãe que é amiga mas que merece respeito.
Nestas horas eu enlouqueço e me sinto 'A QUE FALHOU', que ela fica melhor com o pai então que com toda a ausência dele, ele está certo e eu errada, visto o que eu 'colho' é diferente do que eu pretendia colher.
Eu com 6 anos... Eu nem respirava se me mandassem não respirar. Bastava olhar, levantar a sobrancelha que eu emudecia. Tá!!! Isto é a educação retrógrada á base de respeito via medo. Donde os pais eram vistos como seres habitantes do Olimpo com direito á nos jogarem 'raios e trovões' como Zeus!
A Jubs com 6 anos... Ela me olha e fecha a cara, 'pisa zangada' no chão, com as mãos cerradas e levanta a voz para mim. O que eu sou? Melhor: QUEM EU SOU??
Hoje cedo ela não queria acordar. Ontem de noite ela não queria dormir, o que é frequente mesmo a avisando do horário que ela acordaria. É um parto acorda-la. É cansativo e chato. A visto (calças e as meias) com ela dormindo e eu a levantando como se fosse uma boneca. Peço que acorde porque ela terá que entrar na escola em meia hora. Ou seja: nesta meia hora tem que: escovar dentes, fazer xixi, pentear os cabelos, tomar café, escovar dentes e sair dando tempo de chegar na Escola. devo parecer o Senna dirigindo para chegar na hora.
Quando a vejo, após tê-la chamado umas 5 vezes, está ela no chão, sentada com a calça da escola e reclamando que o tênis encolheu porque não entra mais no pé dela. Pouco provável visto ter sido comprado há umas duas ou três semanas e o comprei um ou dois números maior. E no dia anterior ela o usou sem reclamar de coisa alguma.
É o péssimo humor matinal é o que causa do desconforto das roupas... e eu tenho que ter um bom humor e MUITA paciência para não estourar e brigar. Só que é MUITO fácil falar, fazer são outros 500!
Vamos ver como meu serzinho volta da escola hoje...
Quanto ao bonitão... bem... este quase não dá mais o ar da graça. Ele ligou há uns dias atrás e a Jubs estava vendo um filminho no YOUTUBE que ela já põe e faz tudo sozinha... Bem, ele ligou na vez mensal dele falar com ela e ela falava: Hã.. Fala... Sei... Tá.... É...
Eu não me meti porque eu SEMPRE falo: "Jubs, fala direito com o seu pai" e quando ela está com ele, ele fomenta a situação dela falar mal ao telefone. Então ele que se vire agora.
Ele, em menos de 5 minutos, desistiu de falar com ela e arrumou uma desculpa para desligar. Desde então não ligou mais.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
I´M BACK!!!!!!!!
Caramba!!! Estou feliz hoje..., melhor, esta semana.
Estou voltando á ser a Drix de anos atrás: otimista, risonha e mais que tudo: ESPORTISTA.
Eu passei anos sem animo de andar, correr, fazer qualquer coisa para MIM. Tudo girava em torno da Jubs, afinal ela 'só tem á mim' (era o meu mantra).
Não que hoje em dia a situação tenha mudado, ela ainda só pode contar comigo visto o bonitão manter a postura de ligar para ela uma ou duas vezes por mês.
Mas eu tinha 'me perdido'... Não sabia mais quem eu era, a sensação era que precisava me 'reinventar' ou me 'reencontrar'... mas cadê o animo para isto?? Não existia. Eu vegetava, vivia em função do que tinha que fazer para Jubs, apertava o 'piloto automático' e lá ia eu.
Nossa, estou usando o 'pretérito' para me identificar. Não chega á tanto assim, óbvio. Não acordei e havia mudado mas me sinto tão... diferente....
Voltei á correr e nem lembrava do bem que isto me fazia sentir. Que delícia voltar dolorida e suada... risos... sério! É bom SIM!!!!! E a cabeça voa neste tempo que você está correndo, você 'desopila o fígado'.
Ontem eu li algo que traduziu como tenho me sentindo. Venho 'crescendo', me desapegando do que o bonitão possa vir á achar ou fazer quanto á mim. Estou voltando á me bastar, o que eu penso e sinto é o que me faz feliz. Não sou uma treslocada para fazer bobagens, nunca fui então não será agora que passarei á ser, óbvio!
Então... o que o BONITÃO achar, falar, escrever, mover de processo... primeiro: problema dele o que ele acha; segundo: quanto á justiça ele terá que provar o que diz de mim; terceiro: EU ME BASTO.
Sou inteira SOZINHA e por isto sou o apoio da Jubs. Ela sabe que pode contar comigo.
Eu tinha a sensação de precisar de uma escora. De ser menos porque eu não era CASADA, eu não era o que a sociedade exigia de mim.
O texto que li é este aqui:
Sobre estar sozinho…
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Flávio Gikovate
O autor traduziu TUDO que venho sentindo.
Fomos criadas para achar que sozinhas não conseguimos obter sucesso e se o obtemos somos mal resolvidas sexualmente ou ainda, somos mal vistas como malucas que não vêem a REALIDADE (a realidade DA SOCIEDADE).
Estar casada e ter alguém ao lado são coisas completamente diferentes.
Casada para mostrar para os outros que é capaz de TER UMA FAMÍLIA DORIANA é como fomos criadas e o não tê-la nos dava a sensação de frustração e incompetência total. Vínhamos criando nossos filhos com a sensação de faltar um pedaço, de sermos menos que as mulheres que tem a família completa etc etc... Coisas que cansei de ouvir. Ser BANIDA de um grupo de amigas casadas porque elas se sentiam ameaçadas por mim por estar solteira e poder avançar nos seus maridos e pelos maridos porque podia 'levar suas esposas' para uma mau caminho.
Fiquei literalmente sozinha, visto ter poucas amigas em Sampa e a maioria destas é casada.
Então virei um 'CARAMUJO', dentro da minha concha. Engordei, deixei de me cuidar, de me olhar no espelho... Não ligava para mim, me sentia FRACASSADA.
Mas que FRACASSO eu tive? Onde ele existe?? Na minha cabeça! A Jubs é educada, bem criada e feliz, ou seja: o que eu achava que precisava de família para fazer eu FIZ SOZINHA.
Então onde está a FRACASSADA, a FRACA, a NÃO MERECEDORA DE RECONHECIMENTO ALGUM?
Bem... AQUI ela não está!
Não VOU me permitir 'ESCORREGAR' e deixar a minha 'cabeça' me cobrar desta forma. A vida já me cobra o bastante.
Superação, ISTO EXISTE!!! Você TEM que 'correr atrás' e ter MUITA boa vontade porque vão existir 'escorregões', pessoas te desestimulando e outras coisas mais... MAS quando você perceber que MESMO SOZINHA VOCÊ É INTEIRA.... NINGUÉM TE SEGURA MAIS!!!
Boa sorte para nós todas e que os escorregões sejam temporários e BEM ESPORÁDICOS.
Estou voltando á ser a Drix de anos atrás: otimista, risonha e mais que tudo: ESPORTISTA.
Eu passei anos sem animo de andar, correr, fazer qualquer coisa para MIM. Tudo girava em torno da Jubs, afinal ela 'só tem á mim' (era o meu mantra).
Não que hoje em dia a situação tenha mudado, ela ainda só pode contar comigo visto o bonitão manter a postura de ligar para ela uma ou duas vezes por mês.
Mas eu tinha 'me perdido'... Não sabia mais quem eu era, a sensação era que precisava me 'reinventar' ou me 'reencontrar'... mas cadê o animo para isto?? Não existia. Eu vegetava, vivia em função do que tinha que fazer para Jubs, apertava o 'piloto automático' e lá ia eu.
Nossa, estou usando o 'pretérito' para me identificar. Não chega á tanto assim, óbvio. Não acordei e havia mudado mas me sinto tão... diferente....
Voltei á correr e nem lembrava do bem que isto me fazia sentir. Que delícia voltar dolorida e suada... risos... sério! É bom SIM!!!!! E a cabeça voa neste tempo que você está correndo, você 'desopila o fígado'.
Ontem eu li algo que traduziu como tenho me sentindo. Venho 'crescendo', me desapegando do que o bonitão possa vir á achar ou fazer quanto á mim. Estou voltando á me bastar, o que eu penso e sinto é o que me faz feliz. Não sou uma treslocada para fazer bobagens, nunca fui então não será agora que passarei á ser, óbvio!
Então... o que o BONITÃO achar, falar, escrever, mover de processo... primeiro: problema dele o que ele acha; segundo: quanto á justiça ele terá que provar o que diz de mim; terceiro: EU ME BASTO.
Sou inteira SOZINHA e por isto sou o apoio da Jubs. Ela sabe que pode contar comigo.
Eu tinha a sensação de precisar de uma escora. De ser menos porque eu não era CASADA, eu não era o que a sociedade exigia de mim.
O texto que li é este aqui:
Sobre estar sozinho…
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Flávio Gikovate
O autor traduziu TUDO que venho sentindo.
Fomos criadas para achar que sozinhas não conseguimos obter sucesso e se o obtemos somos mal resolvidas sexualmente ou ainda, somos mal vistas como malucas que não vêem a REALIDADE (a realidade DA SOCIEDADE).
Estar casada e ter alguém ao lado são coisas completamente diferentes.
Casada para mostrar para os outros que é capaz de TER UMA FAMÍLIA DORIANA é como fomos criadas e o não tê-la nos dava a sensação de frustração e incompetência total. Vínhamos criando nossos filhos com a sensação de faltar um pedaço, de sermos menos que as mulheres que tem a família completa etc etc... Coisas que cansei de ouvir. Ser BANIDA de um grupo de amigas casadas porque elas se sentiam ameaçadas por mim por estar solteira e poder avançar nos seus maridos e pelos maridos porque podia 'levar suas esposas' para uma mau caminho.
Fiquei literalmente sozinha, visto ter poucas amigas em Sampa e a maioria destas é casada.
Então virei um 'CARAMUJO', dentro da minha concha. Engordei, deixei de me cuidar, de me olhar no espelho... Não ligava para mim, me sentia FRACASSADA.
Mas que FRACASSO eu tive? Onde ele existe?? Na minha cabeça! A Jubs é educada, bem criada e feliz, ou seja: o que eu achava que precisava de família para fazer eu FIZ SOZINHA.
Então onde está a FRACASSADA, a FRACA, a NÃO MERECEDORA DE RECONHECIMENTO ALGUM?
Bem... AQUI ela não está!
Não VOU me permitir 'ESCORREGAR' e deixar a minha 'cabeça' me cobrar desta forma. A vida já me cobra o bastante.
Superação, ISTO EXISTE!!! Você TEM que 'correr atrás' e ter MUITA boa vontade porque vão existir 'escorregões', pessoas te desestimulando e outras coisas mais... MAS quando você perceber que MESMO SOZINHA VOCÊ É INTEIRA.... NINGUÉM TE SEGURA MAIS!!!
Boa sorte para nós todas e que os escorregões sejam temporários e BEM ESPORÁDICOS.
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